Quinta da Ladeira – Frangos do Campo

Com o registo da marca Frango do Campo por parte de outro produtor, produtores como a Quinta da Ladeira viram-se obrigados a omitir as mesmas palavras do rótulo de identificação dos seus frangos, o que era normal até então.

Neste sentido, o desafio proposto ao Gato de Bigode passava por transmitir aos consumidores que este produto é um frango do campo, sem escrever “frango do campo”.

A utilização de fotografias no rótulo iria dar-lhe uma conotação algo obsoleta e foi a partir da análise que se fez da concorrência que se percebeu que a paleta cromática era muito idêntica em todos eles, muitas cores pastel e escuras. Por essa razão, optou-se por recorrer a cores fortes e muito contrastantes, pegando no frango e colocando o campo no frango, ao invés de colocar o frango no campo.

Assim, a Agência de Design e Comunicação Gato de Bigode chegou a um rótulo com linhas “premium”, por se tratar de um produto de qualidade superior, pelo menos teve de se manter este ponto. Contudo, fugiu ao cliché do preto e mantiveram-se as cores da bandeira nacional, para salientar um produto de origem Portuguesa, com uma base cromática que sobressaía sob a cor creme do frango e que permitiu uma melhor leitura e uma maior facilidade em ser identificado no linear, o que por sua vez conseguiu salientar-se perante a concorrência.

A marca veio a ser aplicada em vários suportes, desde viaturas, identificação de cuvetes, estacionário, sem nunca perder a ideia base, isto é, não era possível chamar-lhe Frango do Campo, mas já se pôde dar um campo ao Frango, ficando com a mesma conotação.